Cietec seleciona seis novas empresas

Empreendedores terão a oportunidade de desenvolver seus produtos e serviços inovadores no mercado

O Cietec acaba de agregar seis novas empresas. Ao longo dos próximos anos, elas receberão orientação e consultoria para desenvolver e aprimorar produtos e serviços tecnológicos e a se posicionar no mercado de modo competitivo, garantindo a sobrevivência e o sucesso do negócio.

Para ajudá-las a alcançar estes objetivos, o Cietec dispõem de estruturas e vantagens que não existem no mercado. A principal delas é o acesso às facilidades técnicas e operacionais oferecidas por alguns dos maiores laboratórios de pesquisas do Brasil situados na Cidade Universitária de São Paulo (Universidade de São  Paulo - USP, Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - Ipen, e Instituto de  Pesquisas Tecnológicas - IPT). São mais de 400 laboratórios em todas as áreas do conhecimento humano, com o apoio de técnicos e pesquisadores de todas as entidades envolvidas.

De acordo com o gerente executivo do Cietec, Sergio Risola, outro fator importante é a troca de informações entre os empresários da incubadora, que muitas vezes resulta em parcerias no desenvolvimento do produto ou na prestação de serviços.

 

Palestras

Além disso, são realizados com freqüência cursos, palestras, fóruns e debates com temas de interesse dos incubados. Também há, em termos de infra-estrutura, sala de reuniões e apoio, laboratório de informática, banco de dados, sistema de segurança e servidor para hospedagem de sites.

“Os empresários contam também com assessoria na elaboração dos planos de negócios, captação de recursos financeiros, marketing e comercialização (estratégia, venda, comunicação), assessoria de imprensa, apoio jurídico empresarial e de propriedade intelectual, design e capacitação da gestão empresarial”, enumera Risola.

Novas empresas

As novas empresas incubadas do Cietec atuam em diferentes áreas, como industrial, química, hospitalar, ambiental, automobilística e de utilidades domésticas, entre outras. Todas passaram por um rigoroso processo seletivo, com quatro meses de duração.

  • Um dos projetos é da MLC, do arquiteto Caiubi Magalhães Penteado. A empresa desenvolve tampas de silicone para embalagens, principalmente de alimentos. De acordo com Penteado, não existe produto similar no Brasil. “Na Alemanha há um similar (parecido), mas que suporta uma variação de temperatura menor”.
  • A Máquina Coletora Automática (MCA), da empresa SMR, vai possibilitar que as pessoas troquem material reciclado, depositado nas máquinas, por tíquetes de desconto nos estabelecimentos locadores do equipamento. Os equipamentos utilizados no país hoje são importados, produzidos na Noruega.
  • Aumentar a qualidade (duração) de frutas e vegetais colhidos pela absorção do etileno (responsável pela maturação das plantas) é o intuito do Absolvetil, empresa da Engenheira Química Fernanda Alvarinho.
  • Voltada para a área de equipamentos eletromédicos, a V Company do Brasil trabalha no desenvolvimento de um aparelho para o tratamento de microvarizes, utilizando corrente elétrica.
  • Preocupado com o meio ambiente e com a moradia popular, o administrador Thomaz Srougi desenvolveu uma “madeira” ecologicamente correta e mais econômica. Desenvolvida a partir de plástico reciclável e fibras vegetais, a “madeira” possui propriedades superiores à da madeira natural, suportando umidade e cupins e custando cerca de 70% a menos. Em desenvolvimento há três anos, o produto encontra-se em fase final de testes e deverá estar no mercado em abril de 2007.
  • A Testmat atua no mercado desde 2002 na área de consultoria de materiais. O objetivo ao buscar o Cietec, segundo engenheiro de metalurgia Freddy Poetscher, é desenvolver um software que escolha os melhores materiais para a indústria, considerando suas necessidades.